E no que tudo isso implica?

Por aí faremos nossa leitura.

O que significa para o Brasil escolher entre esses dois caminhos apresentados no título deste blog? O que uma escolha destas representa em termos práticos?


As eleições 2010 representam muito mais que uma opção entre personalidades (Dilma, Serra, qualquer outr@): representam o futuro de um grande país do mundo, um país que exerce influência decisiva em todo continente latino-americano e é cada vez mais relevante no cenário global.


Devemos pensar muito nisso até as próximas eleições, não há como fugir deste debate...

Te convidamos a caminhar por este caminho...

06/07/2010

A questão ambiental e os candidatos ao governo brasileiro...


A campanha pedagógica de pelo respeito à vida, ao meio ambiente, à diversidade cultural e biológica deverá continuar: esta é uma luta até a morte. Não será um simples governo nacional que protagonizará essa luta, mas sim todos nós, organizados em Movimentos Sociais ou em apoio à estes, em Organizações Não Governamentais, etc. Então não creia que as respostas para as problemáticas ambientais (em suas mais diferentes matizes) esteja na eleição de Dilma Rousseff, nem de qualquer outro eventual governante.

No entanto, ao menos três coisas devem ser ponderadas, relativas à questão ambiental:

1) Quando falo de campanha pedagógica estou falando de educação. E a educação está dando um salto de qualidade nesse governo atual: investiu-se novamente e de maneira massiva nas universidades brasileiras fortalecendo, dessa maneira, os cursos de licenciatura (inclusive com programas de incentivo à iniciação na docência e de formação continuada de professores). E vem progressivamente aumentando a verba destinada à Educação. No PAC 2 está prevista a construção de milhares de creches– o país mais uma vez começará a saldar uma dívida histórica com a Educação, que é a atenção à educação infantil. O esforço do governo em aprovar e garantir um piso salarial aos professores também é um ótimo exemplo sobre como a Educação vem sendo tratada de maneira diferenciada por este governo. Investimentos massivos em educação, como vem ocorrendo atualmente na esfera do governo federal, podem gerar as condições necessárias para a tomada de consciência de todo um povo, produzindo novas situações e processos emergentes, os quais podem “criar asas e voar” – gerando, por sua vez, novas condições. Para mim está claro que o aumento da qualidade da educação pode gerar frutos que muito venham a contribuir para a questão ambiental.

2) Esse atual governo de Centro-Esquerda brasileiro é base de apoio político e de comércio para países da América Latina (especialmente a Bolívia e o Equador, ambos em zona de floresta amazônica). Nesses países foi desencadeado um processo de participação e protagonismo de suas comunidades tradicionais (indígenas) – cuja bandeira de luta se dá principalmente na defesa da terra e da água e da diversidade étnica e cultural. Os neoliberais de direita que vinham governando o Brasil antes da eleição de Lula, hoje representados por José Serra, se opõe ferrenhamente à esse processo de participação política dos povos originários de nossa América. O candidato José Serra demonstrou recentemente sua hostilidade para com o governo de Evo Morales (na Bolívia), numa acusação leviana de que este favorece o narcotráfico. Desta forma, o principal candidato opositor ao governo se mostra alinhado ao discurso intervencionista dos Estados Unidos.

3) A taxa de desmatamento da floresta amazônica brasileira é a menor desde que se começou a medir esse índice, em 1998.

O que chamei de campanha pedagógica deve buscar a superação do modelo de desenvolvimento desenvolvimentista-industrialista-tecnicista. Não existe no atual cenário político institucional (partidos políticos, candidatos, esferas de governo, etc) nenhuma proposta dessa envergadura. Para atingir o objetivo de superar o atual modelo devemos buscar alianças com movimentos sociais das mais diferentes matizes, numa luta integrada internacionalmente.

Uma das candidatas ao cargo de presidente do Brasil, com uma história de vida e luta louvável e exemplar, vem tentando se destacar no atual cenário político como defensora do meio ambiente. De maneira alguma eu diria que Marina Silva não é uma ambientalista de primeira ou que é uma falsa ambientalista, pelo contrário (acredito que o presidente Lula acertou muito colocando-a como ministra  do meio ambiente desde o primeiro ano de governo). Mas, como candidata representante de partidos tradicionais (no pior sentido da palavra) e conservadores (e não conservacionistas), ela está é enganando os brasileiros preocupados com o meio ambiente, uma vez que, optando por manter a atual base e modelo de desenvolvimento, jamais será capaz de harmonizar as relações de nossa sociedade com o ambiente natural.

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