E no que tudo isso implica?

Por aí faremos nossa leitura.

O que significa para o Brasil escolher entre esses dois caminhos apresentados no título deste blog? O que uma escolha destas representa em termos práticos?


As eleições 2010 representam muito mais que uma opção entre personalidades (Dilma, Serra, qualquer outr@): representam o futuro de um grande país do mundo, um país que exerce influência decisiva em todo continente latino-americano e é cada vez mais relevante no cenário global.


Devemos pensar muito nisso até as próximas eleições, não há como fugir deste debate...

Te convidamos a caminhar por este caminho...

07/07/2010

“Quero ser a primeira mulher presidente do Brasil”


07.07.2010

     Mais de cinco mil pessoas lotaram a Praça da Sé, em São Paulo, e participaram do ato público em apoio à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Dilma chegou ao carro de som caminhando entre os militantes, ao lado do candidato à vice-presidente, o deputado Michel Temer (PMDB-SP). Para as milhares de pessoas, disse que quer ser a primeira mulher a governar o país.

     “Estou aqui hoje para dizer para vocês que eu quero ser a primeira mulher presidente do Brasil”, afirmou, acrescentando que não é daquele tipo de política presunçosa, que não precisa de ajuda. “Eu não sou daquelas que acha que sou capaz de fazer tudo, daquele tipo orgulhosa, presunçosa, que acha que tudo sabe e que tudo faz. Eu não. Eu preciso de gente e de equipe. Por isso, eu preciso de uma pessoa com as qualidades do Mercadante como meu companheiro aqui em São Paulo."

     Dilma abriu seu discurso lamentando a falta de respeito do governo de São Paulo com os professores e com a educação. Ela garantiu que essa área é uma de suas prioridades.

    “Vamos ter que dar para duas coisas para que esse país tenha uma educação de qualidade. Primeiro, é reconhecimento. No passado, muito gente queria ser professor porque era uma profissão valorizada. E uma profissão é valorizada quando se paga a ela salários decentes, dignos", apontou. "A segunda questão é que os nossos professores têm de ser incentivados a ter cada vez mais uma melhor formação. Porque está nas pessoas, no professor e na professora, a condição para que esse país avance e faça uma das mais importantes revoluções que é da educação.”

São Paulo

     A petista afirmou que se identifica com o povo de São Paulo, pela sua garra, por trabalhar muito. Para ela, o Brasil começou a mudar a partir de 2003. “Quando a gente olha para 2002, lembra como esse país andava de cabeça baixa. Como esse país não tinha emprego suficiente, como a gente olhava para o futuro e não via muita esperança. Nós mudamos essa realidade, construímos um país em que mais cresce hoje no mundo o emprego. Um dos que mais gera emprego com carteira assinada, com 13º salário, com fundo de garantia, com férias”, comparou.

     Segundo ela, Lula fez um governo para todos e não apenas para um terço da população, como se fazia no passado. “Nós fizemos um governo para todos os brasileiros e obviamente olhamos mais para os que mais precisavam. Eles dizem que podem fazer mais. Como eles podem fazer mais? E por que quando eles estiveram no governo e podiam mais e fizeram menos? Nós não. Nós elevamos as condições de vida do povo brasileiro”, afirmou, ressaltando a diferença dos projetos.

    A diferença do governo Lula para os outros é que não se olha apenas para o desenvolvimento econômico, lembrou a candidata. “Olhamos para cada obra, para cada aumento da economia e não olhamos números e nem cimento e ferro, olhamos o que está por trás disso. Vendo como é que isso melhora a vida do povo brasileiro. A nossa visão é diferente da visão deles”, salientou.

Mulheres

     O papel das mulheres foi ressaltado por Dilma, que voltou a dizer que está preparada para governar o país. “Muitos dizem que o Brasil não está preparado para ter uma mulher presidente. Eu digo: o Brasil está preparado sim. Eu estou preparada para ser presidente do Brasil. Eu tenho certeza que não só as mulheres podem ser o que querem, empresarias,  trabalhadoras, empreendedoras, professoras, engenheiras, mães, que é uma das questões mais importantes na vida de qualquer mulher, mas sobretudo elas podem ser presidentes da República também.”

saiu no jornal...

Vice de Serra já atacou pré-sal e quis vetar esmola

     Desconhecido até outro dia mesmo pelo presidenciável José Serra (PSDB), o seu parceiro candidato a vice-presidente Indio da Costa (DEM) já usou a tribuna da Câmara para discorrer contra o pré-sal e a favor da proibição de coxinhas e pirulitos em cantinas escolares. Deputado de primeiro mandato, ele também atacou o envio de ajuda humanitária ao Haiti, antes do terremoto que devastou o país.

     Indio começou a defender ideias polêmicas em seu primeiro mandato de vereador do Rio, onde foi fiel escudeiro do então prefeito Cesar Maia. Em 1997, apresentou projeto de lei para punir os cariocas que dão esmola a pedintes. "Fica proibido esmolar no município, para qualquer fim ou objeto", sentenciava o texto. "Quem doar esmola pagará multa a ser definida." A proposta chegava a chamar a mendicância de "vício". Foi considerada inconstitucional e acabou numa gaveta da Câmara Municipal.

     Indio também tentou proibir o comércio ambulante das ruas, o que varreria da paisagem carioca as figuras tradicionais dos vendedores de mate e biscoito de polvilho. Num dos 130 discursos como deputado, Indio defendeu um plebiscito sobre a pena de morte, tema evitado por políticos experientes.
     Afinado com o oposicionismo combativo do DEM, disse que o governo parecia "beber cachaça" ao financiar tropas no Haiti enquanto o Brasil vivia uma "guerra civil". Na votação do pré-sal, ignorou a pressão da base fluminense e repetiu o discurso ambientalista adotado pela sigla. Já fez também duras críticas a Roberto Jefferson, presidente do PTB e homem forte da chapa de Serra.

fonte: Jornal Agora (Rio Grande/RS) - link para a notícia: http://www.jornalagora.com.br/site/index.php?caderno=23&noticia=83687
notícia publicada em 06 de julho de 201o

06/07/2010

A questão ambiental e os candidatos ao governo brasileiro...


A campanha pedagógica de pelo respeito à vida, ao meio ambiente, à diversidade cultural e biológica deverá continuar: esta é uma luta até a morte. Não será um simples governo nacional que protagonizará essa luta, mas sim todos nós, organizados em Movimentos Sociais ou em apoio à estes, em Organizações Não Governamentais, etc. Então não creia que as respostas para as problemáticas ambientais (em suas mais diferentes matizes) esteja na eleição de Dilma Rousseff, nem de qualquer outro eventual governante.

No entanto, ao menos três coisas devem ser ponderadas, relativas à questão ambiental:

1) Quando falo de campanha pedagógica estou falando de educação. E a educação está dando um salto de qualidade nesse governo atual: investiu-se novamente e de maneira massiva nas universidades brasileiras fortalecendo, dessa maneira, os cursos de licenciatura (inclusive com programas de incentivo à iniciação na docência e de formação continuada de professores). E vem progressivamente aumentando a verba destinada à Educação. No PAC 2 está prevista a construção de milhares de creches– o país mais uma vez começará a saldar uma dívida histórica com a Educação, que é a atenção à educação infantil. O esforço do governo em aprovar e garantir um piso salarial aos professores também é um ótimo exemplo sobre como a Educação vem sendo tratada de maneira diferenciada por este governo. Investimentos massivos em educação, como vem ocorrendo atualmente na esfera do governo federal, podem gerar as condições necessárias para a tomada de consciência de todo um povo, produzindo novas situações e processos emergentes, os quais podem “criar asas e voar” – gerando, por sua vez, novas condições. Para mim está claro que o aumento da qualidade da educação pode gerar frutos que muito venham a contribuir para a questão ambiental.

2) Esse atual governo de Centro-Esquerda brasileiro é base de apoio político e de comércio para países da América Latina (especialmente a Bolívia e o Equador, ambos em zona de floresta amazônica). Nesses países foi desencadeado um processo de participação e protagonismo de suas comunidades tradicionais (indígenas) – cuja bandeira de luta se dá principalmente na defesa da terra e da água e da diversidade étnica e cultural. Os neoliberais de direita que vinham governando o Brasil antes da eleição de Lula, hoje representados por José Serra, se opõe ferrenhamente à esse processo de participação política dos povos originários de nossa América. O candidato José Serra demonstrou recentemente sua hostilidade para com o governo de Evo Morales (na Bolívia), numa acusação leviana de que este favorece o narcotráfico. Desta forma, o principal candidato opositor ao governo se mostra alinhado ao discurso intervencionista dos Estados Unidos.

3) A taxa de desmatamento da floresta amazônica brasileira é a menor desde que se começou a medir esse índice, em 1998.

O que chamei de campanha pedagógica deve buscar a superação do modelo de desenvolvimento desenvolvimentista-industrialista-tecnicista. Não existe no atual cenário político institucional (partidos políticos, candidatos, esferas de governo, etc) nenhuma proposta dessa envergadura. Para atingir o objetivo de superar o atual modelo devemos buscar alianças com movimentos sociais das mais diferentes matizes, numa luta integrada internacionalmente.

Uma das candidatas ao cargo de presidente do Brasil, com uma história de vida e luta louvável e exemplar, vem tentando se destacar no atual cenário político como defensora do meio ambiente. De maneira alguma eu diria que Marina Silva não é uma ambientalista de primeira ou que é uma falsa ambientalista, pelo contrário (acredito que o presidente Lula acertou muito colocando-a como ministra  do meio ambiente desde o primeiro ano de governo). Mas, como candidata representante de partidos tradicionais (no pior sentido da palavra) e conservadores (e não conservacionistas), ela está é enganando os brasileiros preocupados com o meio ambiente, uma vez que, optando por manter a atual base e modelo de desenvolvimento, jamais será capaz de harmonizar as relações de nossa sociedade com o ambiente natural.