Nem todo mundo sabe que o atual governo fez contribuições significativas para a cultura do povo como um todo. Eu mesmo vim a me dar conta disso faz pouco tempo, mesmo depois de frequentar por cerca de quatro anos um ponto de cultura próximo a minha casa... Com a palavra, os principais responsáveis pelo avanço, gente que trabalhou pelo atual projeto de governo.
Confira também alguns trechos da entrevista de Célio Turino à revista Fórum, publicada em 27 de Abril de 2010:
Fórum – Depois de seis anos à frente da Secretaria de Cidadania Cultural do Minc, que balanço faz no momento da despedida?
Célio Turino – Eu me preparei para a saída desde o momento em que entrei. E isso de certa forma está expresso até no projeto conceitual dos Pontos de Cultura, que tem como fundamentos principais autonomia, protagonismo e empoderamento. Na medida em que os Pontos de Cultura tiveram sua autonomia respeitada, tratados enquanto protagonistas e podendo construir suas narrativas na primeira voz, houve o processo de empoderamento.
O programa já está hoje com 2,5 mil pontos em todo o Brasil, com 8 milhões de pessoas em torno dele, 750 mil em atividades como grupos teatrais, corais, equipes de audiovisual atuando de forma regular e 25 mil pessoas trabalhando diretamente. Ou seja, há uma base social que garante a permanência do programa.
Não nego o meu papel, mas diria que cumpri um ciclo. E qual foi o meu papel? Foi o de identificar que havia esses pontos já espalhados pelo Brasil, mas que não havia o reconhecimento deles, que não havia uma política para eles, uma legitimação desse fazer cultural do povo. No máximo isso era visto como folclore, de forma estereotipada, como uma ação de inclusão social pela cultura. Ao perceber isso consegui traduzir numa política. Isso se deu porque entendia que quem faz a cultura é a sociedade e não o Estado. E ela é quem tem de ter meios e liberdade para desenvolver essa cultura. Também porque entendia que cultura não tem só esse aspecto de mercado, que até um dos aspectos dela, mas que o fundamental dela é o processo. E isso é permanente. Foi isso que levou a gente a construir o programa do jeito que ele é. E premiando com recursos, ainda pequenos, de 60 mil reais por ano, esses grupos, isso também permitiu que eles se planejassem, pudessem ter uma noção de permanência, ter seus professores, comprar equipamentos. O que fizemos foi pegar essas sementes que já estavam espalhadas pelo país e as incentivamos a crescer.
Fórum – Qual é a novidade que os Pontos de Cultura trazem na sua opinião?
Turino – Um Ponto de Cultura condensa diversos aspectos de ética, postura frente ao mundo, cosmovisão e estética. É de certa forma a tradução de ética, estética e economia no mesmo indivíduo. Minha formação é marxista e no marxismo, numa leitura mais rápida, apressada, diz-se que a superestrutura e a economia determinam tudo. Hoje, revejo isso, acho que a cultura também interfere na economia. Se a gente tiver uma ideia de trabalho compartilhado, comércio compartilhado, generosidade intelectual, os rumos da economia podem ser diferentes daqueles que se apresentam hoje. Essa é um pouco a ideia do Ponto.
Fórum – Um grupo que faz um discurso mais neoliberal desqualifica esse tipo de iniciativa que oferece apoio material, recursos de forma direta para a sociedade, afirmando que isso a acomoda. Qual a sua análise sobre essa questão após seis anos de experiência com os Pontos?
Turino – Posso primeiro falar sobre quem tem esse discurso? Um certo dia alguém me disse isso e eu falei: “Então vamos fazer o mesmo com a Lei Rouanet”. Aqueles que recebem o recurso num ano não podem receber em outro, afinal já tiveram apoio, e se não conseguiram se afirmar, também não conseguiram autonomia. Ou seja, pimenta nos olhos dos outros não arde, né? Lei Rouanet é renúncia fiscal, também é dinheiro do Estado, sendo assim eles deveriam buscar no ano seguinte o recurso no mercado. Quem faz essa crítica são os mesmos que por séculos sobrevivem por conta dos recursos do Estado. Mas como é para o povo, para uma outra população, dizem que não cabe.
22/05/2010
13/05/2010
VÍDEOS CURTOS: Posicionamentos - Dilma Rousseff em Rio Grande/RS
Sobre EDUCAÇÃO!
Sobre a sua experiência em administrações municipal, estaduais e federal - será que está preparada???
Sobre o carisma de Lula e a continuidade do projeto...
Sobre a sua experiência em administrações municipal, estaduais e federal - será que está preparada???
Sobre o carisma de Lula e a continuidade do projeto...
Dilma:
“O forte da nossa caminhada é que vamos encontrar milhões de brasileiros e brasileiras e milhões deles vão mostrar a carteira assinada. Vamos encontrar milhões de brasileiros que hoje têm um prato de comida e hoje podem ver seus filhos na escola e que se beneficiam do Bolsa Família. Vamos encontrar milhões de jovens mostrando seus diplomas das universidades, das escolas técnicas e do Prouni”
05/05/2010
PALAVRA DA DILMA:
" Nós preferimos as vozes oposicionistas - ainda quando mentirosas, injustas ou caluniosas, - ao silêncio das ditaduras. "
palavra de quem já sofreu na pele o horror da tortura física e mental praticada pelo regime militar - pronunciamento no 4º Congresso do PT, quando oficializou-se a candidatura de Dilma Rousseff para presidência do país.
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