E no que tudo isso implica?

Por aí faremos nossa leitura.

O que significa para o Brasil escolher entre esses dois caminhos apresentados no título deste blog? O que uma escolha destas representa em termos práticos?


As eleições 2010 representam muito mais que uma opção entre personalidades (Dilma, Serra, qualquer outr@): representam o futuro de um grande país do mundo, um país que exerce influência decisiva em todo continente latino-americano e é cada vez mais relevante no cenário global.


Devemos pensar muito nisso até as próximas eleições, não há como fugir deste debate...

Te convidamos a caminhar por este caminho...

24/11/2009

Grandes programas sociais do governo Lula


Estas são algumas propagandas oficiais do governo federal. Alguns dados chamam a atenção: --> aumento do salário mínimo 65% acima da inflação;
--> o programa bolsa-família atendendo 11 milhões de famílias, ajudando a reduzir a pobreza extrema em 44%, a mortalidade infantil caiu 20,6% e a desnutrição diminuiu em 60%;
--> o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (que desde o início do governo petista passou de 2,3 bilhões em 2003 à mais de 12 bilhões em 2008);
--> o programa Luz para Todos, que beneficia 10 milhões de pessoas;

23/11/2009


Nessa entrevista, Lula fala sobre FHC, Hugo Chaves, alianças políticas, etc.

Trechos:

"É urgente ter uma reforma política no país. Todo mundo sabe que não pode continuar do jeito que tá. É preciso que os partidos tenham cara. É preciso que os partidos sejam fortalecidos. É preciso que as regras eleitorais sejam bastante visível para a sociedade. Ora, e por que não fazem?"

"Só pra você ter idéia: no combate à pobreza, é reconhecido hoje pelo PNUD que nós fizemos em quatro anos e meio aquilo que nós teríamos que resolver até 2015. Nós já fizemos agora!"

"Nesse país, em 97 anos, foram feitas 140 escolas técnicas. Nós vamos fazer, em oito anos, 214 escolas técnicas. Vamos fazer mais 10 universidades novas. Vamos fazer mais 42 extensões universitárias"...

Educação

Por Fernando Haddad, na Folha de S.Paulo

O governo Lula aprovou, com o apoio da oposição, duas emendas constitucionais (nº 53 e nº 59) que alteraram significativamente oito dispositivos da maior relevância para a educação.

1) Obrigatoriedade do ensino dos quatro aos 17 anos. Nesse particular, nossa Constituição está entre as mais avançadas do mundo. Em editorial, esta Folha defendeu a seguinte tese: "Falta uma medida ousada, como estender a obrigatoriedade para todo o ensino básico, até a terceira série do nível médio". Cinco meses depois, a emenda constitucional promulgada vai além, ao garantir a universalização da pré-escola, sem o que a obrigatoriedade do ensino médio se tornaria pouco factível.

2) Fim da DRU da educação. A Desvinculação de Receitas da União retirava do orçamento do MEC, desde 1995, cerca de R$ 10 bilhões ao ano. Depois da tentativa frustrada de enterrá-la por ocasião da prorrogação da CPMF, em 2007, o Congresso finalmente pôs fim à DRU, valendo-se dos últimos três orçamentos de responsabilidade do governo Lula.

3) Investimento público em educação como proporção do PIB. O atual Plano Nacional de Educação (PNE 2001-2010) previra a "elevação, na década, por meio de esforço conjunto da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, do percentual de gastos públicos em relação ao PIB, aplicados em educação, para atingir o mínimo de 7%".

O dispositivo foi vetado, em 2001, com o seguinte argumento: "Estabelecer, nos termos propostos, uma vinculação entre despesas públicas e PIB, a vigorar durante exercícios subsequentes, contraria o disposto na Lei de Responsabilidade Fiscal".

A saída para o próximo PNE foi aprovar norma de hierarquia superior. Com a emenda constitucional nº 59, torna-se obrigatório o "estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do PIB".

4) Piso salarial nacional do magistério. O Pacto pela Educação, firmado em 1994 no Palácio do Planalto, previa a fixação de um piso salarial para todos os professores do país. Renegado, o compromisso, enfim, tornou-se realidade. Em 1º de janeiro de 2010, o piso deverá ser totalmente integralizado e observado por todos os Estados e municípios.

5) Fundeb. O Fundo da Educação Básica, que substituiu o Fundef, multiplicou por dez a complementação da União que visa equalizar o investimento por aluno no país, além de incluir as matrículas da educação infantil, do ensino médio e da educação de jovens e adultos, desconsideradas pelo fundo anterior, restrito ao ensino fundamental regular.

6) Repartição e abrangência do salário-educação. Os recursos do salário-educação, mais do que duplicados, antes destinados apenas ao ensino fundamental, podem, agora, financiar toda a educação básica, da creche ao ensino médio, e sua repartição passou a ser feita entre Estados e municípios pela matrícula, diretamente aos entes federados.

7) Ensino fundamental de nove anos. As crianças das camadas pobres iniciam agora o ciclo de alfabetização na mesma idade que os filhos da classe média, aos seis anos, garantindo-se o direito de aprender a ler e escrever a todos.

8) Extensão dos programas complementares de livro didático, alimentação, transporte e saúde escolar, antes restritos ao ensino fundamental, para toda a educação básica, da creche ao ensino médio. Pode soar inacreditável, mas, até 2005, os alunos do ensino médio público não faziam jus a nada disso.

Mesmo que fosse possível deixar de lado as reformas infraconstitucionais no nível da educação básica, profissional e superior enfeixadas no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), a profundidade dessas mudanças estruturais já justificaria um governo.

No tempo certo, as novas gerações se debruçarão, com o distanciamento devido, sobre um evento tão cheio de significado histórico quanto a presidência de Lula, suas semelhanças e colossais diferenças, e hão de notar o sentido progressista em que foi reescrito o capítulo consagrado à educação na nossa lei maior.


* Fernando Haddad é ministro da Educação